Sapateado e Hip Hop empolgam o público na última noite

 

Sílvio Andrade (Assessoria de Imprensa)

 
A sétima edição da Mostra Corumbá – Santuário Ecológico da Dança, manteve a tradição e encerrou-se ontem (9) à noite, após seis dias e 39 espetáculos, com o melhor da dança moderna, entre sapateado e o hip hop. Depois de uma abertura de gala com o balé clássico O Lago dos Cisnes, com o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, os jovens bailarinos da nova tendência levaram energia e muito sincronismo para o palco.

A platéia, formada na arquibancada em sua maioria por adolescentes, vibrou com as oito apresentações da noite e muitos “bravo!” se ouviu também das cadeiras. Uma noite de muita alegria e colorido no tablado armado na Praça Generoso Ponce, onde grupos como o Funk-Se, de Campo Grande, ousaram em utilizar novos elementos à dança como as projeções de trechos de filmes em preto-e-branco e textos curtos.

A primeira grata surpresa no palco foi a presença do Sheila’s Ballet (SP), com um grupo de crianças apresentando a técnica do sapateado irlandês. A coreografia Passarinhos Mágicos abusou de nuances rítmicas, com velocidade, sincronismo e técnica apurada dos pequenos e alegres bailarinos. A escola ganhou vários prêmios nacionais e há quatro anos consecutivos é um dos destaques do Festival de Joinville.

Ritmos da vida

Uma abertura especial da última noite, que fez o público (cerca de quatro mil pessoas) aplaudir de pé o grupo paulista. Os espetáculos a seguir mantiveram o mesmo nível de qualidade, com diversidade de técnicas ao ritmo de grandes clássicos da música nacional e internacional. Se apresentando pelo segundo ano na mostra, o Ballet Folclórico Kandire, da Bolívia, trouxe o ritmo fronteiriço na ponta das botinas.

Mais dois grupos paulistas de sapateado subiram ao palco. A Companhia Shuffle Trips trouxe, em Ritmos da Vida, um espetáculo de muito ritmo, percussão corporal, voz e dança, que nasceu de um projeto social. A seguir, se apresentou a Companhia KS, com a coreografia Inside The Music, baseada em uma minuciosa pesquisa para adequar o ritmo que encanta as platéias do mundo aos valores de seu próprio grupo profissional.

Ritmos da rua

A segunda parte da programação foi de pura dança dos guetos, agindo o público jovem. Dança Urbana Companhia de Dança (MS) mostrou a evolução técnica dos grupos locais em Invisíveis, inovando ao misturar culturas, ritmos e realidades sem perder a força e vivacidade da dança de rua. Técnica apurada e coreografia perfeita em Quer Dançar, coreografia apresentada por Máster Beat Companhia de Dança (MS).

Funk-Se, que comemora 10 anos, e The Face (SP), encerraram a noite. O primeiro, em Boom Box Remix (Edson Clair), explora a improvisação, a criação coletiva e melhor aproveitamento físico de cada bailarino, inspirando a todos a dançar. O grupo paulista multiétnico de hip hop confirmou em A Face do Nosso Ritmo por que representou o Brasil no concurso mundial World Hip Hop Crew Championship, em Los Angeles.

A 7ª edição da Mostra Corumbá, iniciado no dia 4, reuniu 700 bailarinos. Além dos espetáculos na praça, contou com uma programação paralela (oficinas, fórum e workshops). O evento foi patrocinado pela Prefeitura de Corumbá, Petrobrás e Eletrobras, com apoio da Enersul. Colaboradores: MMX, Urucum Mineração, Rumos Itaú Cultural, Pantur, Andorinha, Governo Federal e Governo do Estado do Rio de Janeiro.

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