Singeleza e graciosismo na penúltima noite da 7a Mostra Corumbá - Santuário Ecológico da Dança

 

Sílvio Andrade (Assessoria de Imprensa)

 
A liberdade de movimentação e livre expressão no palco marcou a penúltima noite da 7a Mostra Corumbá - Santuário Ecológico da Dança - no sábado dia 8 de setembro, lotou mais uma vez a praça Generoso Ponce, no centro da cidade. O público presente, estimado em cerca de 5 mil pessoas, pôde assistir a sete diferentes companhias. A Cia do Giro, do Rio Grande Sul, iniciou as apresentações com o aclamado espetáculo "Larvárias", que vem de exitosa temporada em diversos lugares do Brasil, entre eles o Rio de Janeiro, onde cumpriu agenda no início deste ano, no Teatro Poeira das atrizes Marieta Severo e Andrea Beltrão.

Em seguida apresentaram-se diversas academias do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul, como Belo Bailado, de Rondonópolis, MT, Cia da Dança UNIDANÇA - UFMS, Studio Blanche Torres, MS, Grupo Imagens Só Dança Auxiliadora - MS e Cia de Artes Uniderp - MS. A última companhia a se apresentar foi a Moinho Cultural Cia da Dança, composta pelos anfitriões da 7a Mostra. A bailarina Márcia Rolon, diretora do Moinho Cultural Sul-Americano, assinou a coreografia "Mestiçagem", em homenagem ao poeta matogrossense Manoel de Barros, que por muitos anos viveu em Corumbá. As músicas da coreografia "Mestiçagem" foram do grupo mineiro Uakti, do violeiro Almir Sater, com composições dos músicos da escola de artes Moinho Cultural Sul-Americano - Programa Vale Música - e músicas do folclore latino, como a argentina "Merceditas".

A noite teve destaque, ainda, para outros componentes dos trabalhos artísticos e de interpretação, como a singeleza e o graciosismo dos movimentos dos atores gaúchos Adriano Basegio e Daniela Carmona, que apresentam suas pesquisas com as máscaras larvárias, técnica descoberta por Daniela em Londres, Inglaterra.

Outro destaque ficou por conta da coreografia "Feminino" - da Cia de Artes Uniderp - assinada por Sônia Rolon. Ressaltam-se ai os movimentos compassados e o figurino em tons pastéis. A coreografia "Mestiçagem", de Márcia Rolon, imprimiu ritmo, plasticidade e a conjunção de movimento e velocidade no palco.

Balanço da Mostra

Ao final do espetáculo, a bailarina e coreógrafa fez uma avaliação da apresentação, que falava sobre o ciclo das águas no Pantanal, e antecipou um balanço da mostra. "Acho que a vida se parece com o ciclo das águas, com momentos de calmaria e de tensão. E por isso, preciso guardar algumas águas dentro de mim", comparou. Sobre o final da mostra, Márcia disse estar muito satisfeita. "Acho que foi melhor do que no ano passado. Este evento inspira muito as crianças do Moinho, que ganham muito culturalmente a cada ano. O que apresentamos aqui no evento é uma conseqüência do trabalho anual com as crianças. Nossa meta é a vida, é a vida, é a vida", finalizou Márcia, emocionada.

A última noite da 7a Mostra Corumbá acontece no domingo, dia 9 de setembro, com grupos de sapeateado e folclóricos. Entre eles, o Ballet Folclórico Kandire, da região de Santa Cruz de la Sierra, na Bolivia. É a segunda vez que o grupo se apresenta no evento. Sobre a apresentação anterior, o diretor Luiz Fernando Salas Candia, comenta a receptividade do público. "Todos foram muito calorosos e carinhosos conosco. E isso é o que nos mobiliza para trabalhar sempre", comenta.

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